Obrigado ao caro G.A.F. Dantas pelos comentários elucidativos a respeito do espécime F.S.T. Filho.
Gostaria de acrescentar que tenho percebido uma agressividade crescente no nosso amigo, cujas causas ainda desconheço. Não satisfeito com a extenuação provocada pela atividade física de alto impacto, Trajano tem maltratado frequentemente um saco de areia nos fundos da academia a qual frequenta, com ímpetos de ódio raramente vistos em homens mentalmente sãos. Suspeito inclusive que a famosa cabeçada na parede haja sido intencional, um sinal da desesperança que invade o nosso amigo nos momentos de solidão, quando tudo deixa de fazer sentido e os gritos já não podem ser ouvidos por ninguém, nem mesmo pela atendende adiposa.
Thursday, November 10, 2005
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2 comments:
Prezado editor do blog Vã Guarda,
As discussões sobre o homo coetaneus são inócuas e desimportantes, tendo em vista a contaminação do debate pelos frouxos pressupostos pós-modernos da psicologia social. É deveras relevante apontar o que, de fato, é polêmico e crucial no debate atual sobre a evolução, principalmente agora que os macacos defensores do criacionismo celebram seu albo notanda lapillo.
I.
Uma das maiores controvérsias nos recentes estudos arqueológicos e de antropologia médica reside na coexistência de espécies e subespécies dos primatas simiiformes, mesmo nos albores do homem moderno, o chamado homo sapiens sapiens.
O homo sapiens ignarus vem corroborar, defendem vários cientistas, a dinâmica não-linear da história evolutiva da espécie humana e a aparente aleatoriedade dos processos de competição. Pesquisas em sítios arqueológicos diversos (principalmente na porção setentrional do nordeste brasileiro) apontam que o ignarus constituiu-se num dos principais – senão o principal – antagonista do sapiens sapiens.
Tal fato tem gerado desconforto no meio científico. Afinal, por que o ignarus ficou para trás na corrida evolutiva se possuía vantagens anatômicas e fisiológicas para sobreviver no paleolítico?
[segue]
II.
Como era de se supor, a controvérsia se estendeu, e ainda se estende, à questão da nomenclatura. Antes de argüir que tal celeuma é bizantina, importa notar que há, na verdade uma base material que revela a evolução dos estudos sobre o homo sapiens ignarus.
Do ignarus nunca se encontraram fósseis completos em um mesmo sitío. Os primeiros registros arqueológicos, advindos da Europa central, imputaram-lhe um lugar na evolução do gênero homo, em algum lugar entre o erectus e o sapiens. Contudo, logo se percebeu, a partir das análises morfológicas mais avançadas, que o ignarus é, na verdade, uma subespécie do homo sapiens.
Contemporâneo do sapiens neanderthalensis, do maurus glutaceus e do sapiens sapiens, foi um dos predadores do paleolítico, compartilhando a mesma estrutura de sociabilidade nômade, de caçador-colhedor. Ao que tudo indica, era um hábil caçador, devido à conformação óssea avantajada dos seus membros – superiores sobremaneira –, o que lhe possibilitou o desenvolvimento de uma potente patada.
Os textos de até 10 anos atrás ainda tratavam o ignarus de homo brutus ou homo incivilis. O detalhe anatômico que conforma a patada explica o erro conceitual.
[segue]
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