Tuesday, July 26, 2005


Para Mauro:

Bons tempos aqueles, não tínhamos tantos cabelos brancos, não tínhamos tanta barriga, não tínhamos tantas obrigações, tínhamos ensaios mais freqüentes e ainda tínhamos um "holder". Bons tempos...

Friday, July 22, 2005

Nem só de calças vive o Homem.

Outra do nosso amigo Salesiano, que prefere continuar no anonimato. No momento oportuno esta foto será explicada.

Thursday, July 21, 2005

Em uma conversa informal com um grupo de amigos esta semana, descobri, pasmem, que Salompas (Salete para os íntimos depois das 20 horas) possui uma coleção de calças de fazer inveja aos mais bem remunerados atores globais. Segundo fontes confiáveis, Salesiano acumula por volta de 50 calças jeans. A coleção é atemporal e revisita tendências dos anos 70 e 80, incluindo aí calças boca-de-sino, modelos pescador e de cintura baixa. Vale salientar que não foram contabilizadas as calças sociais e os modelos que compõem ternos.

Depois de expostos os fatos, montou-se uma cfi (comissão fraternal de inquérito), na qual o depoente, a la Delúbio Soares, eximiu-se do direito de responder às indagações a respeito do "Caso Calças".

Apesar do silêncio por parte do depoente, novas provas têm vindo à tona diariamente, como depoimentos de ex-amigos e fotos comprometedoras (Nos seus 31 anos de boemia, Salitre nunca se deixou fotografar duas vezes com os mesmos "pantalones").

A pergunta que não quer calar é: Salute coleciona calças como mero hobbie ou o acúmulo das vestes estaria associado a atos ilícitos como o transporte não declarado de verba da FAPESP? Esperamos que as investigações esclareçam tais dúvidas e dissipem de vez as máculas deixadas na imagem do nosso querido amigo Salim Muchiba.

Força Salário!!
Comovido pelos inúmeros pedidos, vou tentar atualizar o blog mais frequentemente.

Tuesday, July 05, 2005

Do filósofo espanhol Ortega y Gasset, trecho do “Prólogo para franceses”: "As revoluções, tão incontinentes na sua pressa, hipocritamente generosa, de proclamar direitos têm sempre violado, pisado e rasgado o direito fundamental do homem, que é a própria definição de sua substância: o direito à continuidade. A única diferença radical entre a história humana e a 'história natural' é que aquela nunca pode começar de novo. Kohler e outros demonstraram como o chimpanzé e o orangotango não se diferenciam do homem por aquilo que, a rigor, chamamos de inteligência, mas porque têm muito menos memória do que nós. Os animais se defrontam a cada manhã com o fato de terem esquecido quase tudo o que viveram no dia anterior, e seu intelecto tem que trabalhar sobre um material mínimo de experiências. Da mesma forma, o tigre de hoje é idêntico ao de seis mil anos atrás, porque cada tigre tem que começar de novo a ser tigre, como se nunca tivesse existido outro. O homem, ao contrário, devido a seu poder de lembrar, acumula seu próprio passado, toma posse dele e o aproveita. Nunca é um primeiro homem: desde o início, já existe a partir de um certo nível de passado acumulado. Este é o tesouro único do homem, seu privilégio e sua marca. E, de todo esse tesouro, a maior riqueza não consiste no que parece certo e digno de ser conservado: o mais importante é a memória dos erros, que nos permite não cometer os mesmos. O verdadeiro tesouro do homem é o tesouro de seus erros, a longa experiência de vida decantada gota a gota durante milênios; Nietzsche define o homem superior como o ser 'da mais longa memória'. Romper a continuidade com o passado, querer começar de novo, é aspirar a plagiar o orangotango."

Friday, July 01, 2005

A Carta - parte 2

Pois bem, depois de findada a celebração que tu mesmo presenciastes, deixamo-nos levar pela brisa adorável da noite e quando nos demos conta estávamos a nos despir e a nos entregar aos doces sonhos de paixão há tanto alimentados.

Contento-me em não comentar nada mais, posto que ademais de tratar-se de tua própria irmã, não encontraria neste que te relata ausência de decoro e escrúpulos tal que permitisse ir além deste ponto.

Fato é que esta parte dos acontecimentos foi-nos muito agradável e não suscitou em mim qualquer mínimo desejo de desfazer os laços matrimoniais tão recentemente abençoados. O problema deu-se algumas horas depois, quando exaustos e felizes, nos recostamos para o tão ansiado descanso.

continua...