A burocracia associada ao depósito de uma patente e o vínculo praticamente inexistente entre universidade e indústria são fortes fatores desestimulantes para que se ponha em prática uma política de produção de riquezas a partir da produção de conhecimentos.
Resultado: a participação brasileira nas publicações científicas cresceu quase exponencialmente nos últimos anos, sem que os registros de patentes comercialmente viáveis (cujos direitos são efetivamente comprados) seguissem a mesma tendência. As patentes brasileiras representam 0,7 % do total mundial. A indústria brasileira não tem a cultura de desenvolvimento de novas tecnologias. Não existe política de incentivo que privilegie a contratação de pessoal técnico altamente qualificado.
Poderia haver um ranking, amplamente divulgado como a avaliação do MEC, por exemplo, que colocasse em evidência as empresas que efetivamente investem em tecnologia. Adicionalmente, o governo, por intermédios dos órgãos fiscais competentes, poderia desenvolver uma política de incentivos fiscais para aquelas empresas que investissem na absorção de pessoal técnico altamente qualificado.
Talvez medidas como estas nos fizessem acordam da nossa longa hibernação tecnológica.