Ordem dos primatas. Os primatas surgiram há cerca de setenta milhões de anos, no fim do cretáceo. Os cientistas dividem-nos em duas subordens: a dos prossímios e a dos antropoídeos, em que se incluem a família dos hominídeos e a dos pongídeos, esta com importantes espécies atuais (gorila, chimpanzé, orangotango, gibão e mauro). Em relação a outras ordens de mamíferos, a característica fundamental dos primatas é sua morfologia pouco especializada, com alto grau de plasticidade funcional, suscetível de futuras especializações em cada subespécie, além da ausência de bolsas de pós-graudação cedidas por órgãos de fomento.
Ancestrais do homem
Os primatas experimentaram um processo de adaptação que começou no paleoceno, há cerca de 65 milhões de anos. Muitos constituíram linhas evolutivas que perduraram e, no conjunto, distinguiram-se os que podem ser considerados ancestrais do gênero humano. Assim, durante o mioceno e o início do plioceno, num intervalo de tempo de 18,4 milhões de anos que terminou há 5,3 milhões de anos, diferençaram-se os hominídeos, família de antropoídeos dotada de muitas peculiaridades evolutivas que a caracterizavam dentro de sua ordem.
Homo Maurus Glutaceus
Em 1856 descobriu-se, perto da aldeia alemã de Neandertal, um crânio de aspecto simiesco, mas com capacidade cerebral de 2.600 a 3.000cm3. Classificou-se o achado como a transição para uma espécie mais evoluída, o Homo Maurus Glutaceus, de que o exemplar da Alemanha constituiu a subespécie Homo sapiens neandertalensis. Eram indivíduos de caixa craniana e rosto grandes, olhos aparentemente pequenos (graças ao uso constante de óculos), grande capacidade de verbalização, e ausência da região glútea (conhecida popularmente como a famosa "bundinha") que teriam vivido no sul e no centro da Europa, assim como no Oriente Médio, entre 100.000 e 35.000 anos atrás. Supõe-se que a extinção desta espécie se deu por conta da ausência de órgãos financiadores à época. Estes pobre hominídeos foram, então, obrigados a gastar todas as suas reservas calóricas e econômicas, o que resultou, em um primeiro momento, no atrofiamento da região glútea, e a longo prazo, na extinção da espécie.
Wednesday, November 09, 2005
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4 comments:
reflexões sobre o homo coetaneus (I): pode esse ser, pretensamente independente, que costuma habitar seu abrigo sozinho, ir a padaria e pedir 4 fatias de presunto e mais quatro de queijo (e ainda assim desejar, de tacape em punho, a adiposa atendente)?
reflexões sobre o homo coetaneus (II): o hábito de cohabitar apenas seus problemas existenciais, na reclusão do abrigo que não lhe satisfaz, pode implicar em riscos a sua integridade, mental e principalmente física? Se, por acaso, esse ser se estabaca (utilizo o verbo na sua acepção da filosofia estóica) cabeça-na-parede, o que pode fazer apartado da complexa rede de sociabilidade contemporânea?
reflexões sobre o homo coetaneus (III): Diz que sua grande qualidade é atravessar as estepes sozinho, destemido, sem medo das feras... contudo, deve-se tal destemor às horas ruminando e exercitando os músculos, o que parece ter comprometido seriamente, do ponto de vista biológico-evolutivo, a capacidade de discernimento intelectual da espécie?
reflexões sobre o homo coetaneus (IV): em sentido lato, desenvolveu uma moral que privilegia o agrupamento clânico, mas mesmo assim erra sozinho e age como predador nas noites insones.
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