Monday, July 21, 2008

A tale that was not right

Bom de papo ele nunca foi.

Mas apesar das frieiras que infestavam seus pés, dançava bem, nosso amigo Boca de Ninho. Digo dançava mesmo, pesava menos de cem na época.

Com circo e barraca armados, Boca de Ninho via seu sonho se realizar aos poucos. Tantas estórias imaginadas na solidão que antecedia seus longos banhos... Custava a crer, mas tudo se concretizaria em breve...

Indiferente ao esforço que a armação demandou, gaguejando e em voz alta, o meliante comentou:

- Porra bicho, cara ridículo da porra: ele dança pulando.

Maldosa e sem sentido a crítica. Como se o forró dançado em solo potiguar fosse diferente daquele praticado na terra de Zé Ramalho.

Ele estava era mal intencionado!

Com a chibata em posição de ataque, Boca de Ninho conduzia com ansiedade juvenil a conterrânea de Milton Neves. Pobre Boca, mal sabia como terminaria sua noite.

- Vou matar esse magro filho da puta. Desolado, pensou alto nosso herói entre um trago e outro na janela da área de serviço.

Ruim de papo, mas com bom coração: nem uma surra o “cabuêta” levou.

1 comment:

Anonymous said...

não entendi nada, quem é boca de ninho, o meliante e o objeto da disputa entre ambos?